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Deixa rolar
Acontecer
Ver no que vai dar
Se apegue a você
Segure firme a tua mão
Ouça teus sussurros
Olha pros teus olhos
Sente teu coração
Pise a frente com teus passos
Aplique em você
O calor do teu abraço
Veja escorrer o suor do teu rosto
Que brilha em você
Assim mesmo como você!
Mira o teu peito
No fundo do espelho
Enxergue um alvo doce
Caramelo quente
Que teus dentes querem morder
Tire um pedaço
Saboreie sem medo, sem dor
Sinta o gosto do amor
Deixe-o rolar peito a dentro
De volta ao seu lugar
Deixa rolar, a vida passar
Desenrolar
Confia nas preces da tua alma
Junte tuas mãos às dela
Crê que a vida é bela
E fique nela!
Escrito por ...quem? às 12h27
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Escrito por ...quem? às 22h19
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Bálsamo da minha vida
Desamarra as cordas do meu peito
E faz brotar notas doces
Num tom assim
Como o da tua voz
Dizendo pra mim.. tranqüilo
Bálsamo lindo
Enfeita meu dia com o teu riso
Balança toda minha vida
Com um cheiro de não me deixa...
Que não me deixa
e fica.
Escrito por ...quem? às 22h17
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É que elas tremem
Minhas mãos
Quando as fito
Ao tempo em que as elevo
Fecho os olhos
E eles cintilam
Molhados de lágrimas
Que não caem
É que ele dói
Como se em correntes
Tão pesadas e bem presas
Sufocam o peito
Dói sentir o ar entrando
E saindo
Molha os olhos
que fecham
E o ventre?
Que se contorce
É que ele entende
Sabe o que escondo
(continua...)
Escrito por ...quem? às 22h12
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Segredo meu...
Que me atola em trevas
Cintilantes!
Que minha paz se foi,
Num sopro fulgás
Os olhos teimam
As mãos tremem
O ventre se contrai
Peito apertado...
Que paz tenho eu
Se tenho um segredo?
Escrito por ...quem? às 22h29
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Acredito que há sempre uma frase que ouvimos por aí, seja em filmes, seja na boca dos outros, seja lida num livro, seja dita numa publicidade... que absorvemos de tal forma e... como ela parece nossa! Uma música inteira, parece ter sido escrita por nós... é exatamente o que pensamos, o que queremos falar. Num filme desses de amor, um amor sem possibilidades de acontecer amor, ouvi uma frase que tanto retrata o comentado acima.
“Eu sou tristeza”
Por um findo amor
Te ver é ao mesmo tempo, como uma luta
Duas versões, dois opostos, dois lados
É brilho, escuro, sol, chuva
É noite quente, dia estrelado.
É o azul claro-escuro da madrugada
Vênus no céu, orvalho caindo
Baixa as pálpebras cansadas
Sou eu chorando, é você sorrindo
Seus olhos sempre a cintilar
Um amor enterrado, envenenado
Tirei de você, juntei ao meu, soma infeliz...
Agora sou inteira um amor a te dar
Entendo você se não quiser, desconfiado.
Pede minha alma: volta! Ela diz.
Escrito por ...quem? às 11h57
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Queridos amigos!
Participei de um concurso de poesia organizado por uma editora carioca e dois dos três trabalhos enviados foram selecionados a compor uma coletânea, que reúne textos de novos poetas brasileiros. São eles “Céu e Mar” e “Mim e Ti”, por coincidência, duas obras que já publiquei aqui (abaixo).
Como, obviamente, vou ter que despender uma soma para a publicação, escolhi publicar o “Mim e Ti”, que tem um valor importantíssimo pra mim, pois revela uma ruptura por que passei em minhas experimentações poéticas.
Inspirei-me nos versos sagrados de Ifá. Retrata aqueles versos, meu contato superficial com a cultura Ioruba, e todo ele é dedicado ao meu grande mestre, querido, que veio como um bálsamo a refrescar minha inspiração.
Tão logo eu tenha novidade a respeito do livro, volto a vocês sobre o assunto. Novamente, agradeço o carinho de todos vocês por estarem acompanhando meu trabalho.
Escrito por ...quem? às 11h48
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Em lamentação pela nossa história de racismo, preconceito e discriminação no Brasil.

13 de Maio
Tanto quebraram E nada conseguiram Ou se conseguiram É isso o que vemos, e só? E de tudo que quebraram É tudo o que sabemos, ou mais? O brilho dos olhos O viço da pele O entrelaçar dos cabelos A magia da noite O sagrado de cada dia E tudo se converte Em medo, dor, Falta, saudade, Ódio, força, Garra e luta Quando tudo é inimigo Onde todos os lados Estão do outro lado Num vão infinito Banhado de insensatez, Crueldade e estupidez Sem nada de que se orgulhar Quebraram por quebrar E hoje, são mancos Com calos nos pés De dor tão latente e insuportável Sem cura, sem compaixão Nada aos que nada são Àqueles que cresceram sem princípios E hoje, crescidos de mentira Tentam andar sozinhos E não sabe pra onde vão E provam do veneno que plantaram Mas ainda é pouco, muito pouco Pois ainda não aprenderam Nenhuma dor será como aquela De tudo o que foi quebrado "Ó Senhor, deus dos desgraçados!" Uma dor que nunca conhecerão
Escrito por ...quem? às 07h24
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Mim e ti
Basta!
Arrasta o teu manto daqui,
Te desvias das matas
Escuras e nefastas.
E arrebata meu sinal...
Farta!
Afasta teu punhal
De minha’alma casta.
Eu, novata, branca nata
Encantada com o fel
De dourada cor,
Cor do céu. Intacta.
Força tua, oh forte cor!
Apelo de amor ao pecado,
Tateio o teu manto
Toco o ferro pesado
De tão carga flor.
Infernal, celestial...
Ante os poderes de ti,
Morro a ti, por teu punhal.
Tão do bem, quanto do mal.
Em mim e ti, até o fim.
Escrito por ...quem? às 17h34
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Experimentando os Haikais Quando tentei meu primeiro haikai, tinha nas mãos um manual: comofazerumhaikai. Deitei na cama, barriga pra baixo, buscando inspiração... E lia o manual, e relia... rabisquei os primeiros versos Não era preciso rimar! Estrofes de 3 versos... todos simples e curtos. Natureza é tema! Meu tema de natureza é sempre água e sol. Tem lua, às vezes, mas essencialmente Água e sol... Ou melhor, o céu. É mais. Mais que a água... o mar! Céu e mar
O que é o mar
Senão o próprio céu
A calda do véu
Embaixo, ele continua
Perpassa pelo meio
É o fundo do espelho
Vejo céu e mar
Sem ver onde nasceu um
E fenece outro
É de se admirar
Algo incomum É vivo, é morto.
Escrito por ...quem? às 21h17
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De repente... Os sorrisos pulam, descaradamente de meus lábios... E tudo é engraçado! Está vivo! Num piscar de olhos e a rosa é mais rosa... o sol, brilha muito mais sol. Apesar do outono gelado que chega, A temperatura do meu coração sobe... É verão dentro de mim! Fazia tempo... estou muito contente! Em todos os SENTIDOS!!! Sentidos sentidos por ti De todos os sentidos Talvez o que mais gosto Seja o olhar... Pois eu te vi! Pude perceber cada detalhe Do teu rosto lindo. Ou talvez seja o cheirar... Sentir o aroma do teu pescoço Da barba do teu queixo Do meio dos teus cabelos. Mas nada seria igual Se eu não pudesse te tocar! Me aquecer em teu abraço, Enlouquecer nos teus lábios! E tudo fica melhor, Ao ouvir tua respiração Teu suor Teu riso em teu sorriso... No final das contas, Acho que o grande sentido Está no paladar. É sentir o gosto de tudo, E poder de ti gostar!
Escrito por ...quem? às 22h35
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22 de abril
Não poderia deixar de fazer uma anotação neste dia. Ele não se lembra, eu sim. Embora as primeiras palavras vieram dele, o primeiro passo foi o meu. E também o último. O amor sempre nos inspira, especialmente quando dói.
Fora daqui
Tu não és pra mim
Nem eu pra ti
Mais que qualquer outro homem
Ou mulher
A passar na minha frente
Na tua cara
Num dia qualquer...
Dizeis quando e onde!
Me enganas
E te enganas.
Me coloca longe
Te escondes.
Tu não és pra mim,
Nem eu pra ti.
Te desertas.
Amarga o doce,
Adoça o sal,
Salga o seco,
Seca o gelo.
Não és pra mim,
És pra ti mesmo!
Em qualquer dia...
Entre o hoje e o eterno,
No sempre.
Serás pra ti,
Serei pra ti,
Nunca pra nós.
Escrito por ...quem? às 23h12
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Madrugada
Foi cenário de momento meus, os mais lindos e ardentes, ao lado de uma paixão sem tamanho, o céu da madrugada. Madrugando... entre 4 e 5 da manhã, quase dia, quase noite. Ela fica no meio.
Sob as poucas estrelas, que já de despedem. Sob o único planeta a brilhar, sob uma lua crescendo... acontece o amor.
E o amor madruga, brilha, cresce, despe-se, arde... e despede-se.
Se vai, como a noite. Fica a lembrança da cor do céu, naquele horário mágico... acho que foi às 5h.
5h da manhã
Madrugada
Noite estrelada
Já não é noite
Brilha estrela
Junta e constela
Azul marinho
Já é quase claro
Mas sem raio
Vênus está lá
Ele que regra
Que impera
Até o sol
Azul celeste
Vem do leste
Quase escuro
Olha o calor
A brisa acabou
É dia!
Escrito por ...quem? às 22h51
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TPP (Tensão Pré Poema)
um dos objetivos do MeiaNoiteeEu é aproximar o poeta do leitor, o leitor da poesia e, especialmente, expor ao leitor o momento pré-poesia, que não deixa de ser um belo poema.
a ânsia do poeta nesse momento deveria ser divida... tornada pública. toda poesia deveria conter um prólogo. Por que as palavras foram essas? Cada segundo de uma poesia tem um valor, um significado especial, especialmente dispoto ali.
o suspiro está lá... você pode ouvir?
Podemos experimentar aguçar nossos ouvidos ao ler uma poesia. vamos ouvir o poema abaixo, que se chama "concerto para clarinete e orquestra, Mozart". para senti-la melhor, que tal conhecer o momento em que ela foi escrita? essa é a experimentação a que convido vocês.
PRÓLOGO (aqui, vamos chamar de TPP. muito mais atual... charmoso!)
as músicas sempre me inspiram. as clássicas, sempre. foi exatamente numa fase "clarinete" que me debrucei sobre essa obra de Mozart, que é, no mínimo, uma maravilha absoluta! No entanto, ao ouvi-la desta vez meu coração não vibrou e expandiu como de costume, e sim se retraiu e encolheu... estava muito triste.
A sensação era que, a canção, aquela sinfonia, me dava um conselho que eu não conseguia entender. Aquela incompreensão me deixava aflita e mais triste. O coração sem ar, balbuciava lágrimas que não caiam. Concentrados, os olhos poupavam-me o choro e fitavam as folha em branco... quando comecei a escrever.
Concerto para clarinete e orquestra, Mozart
O que eles dizem?
Chamam minha atenção num pulsar, numa chama.
Procuro entendê-los, em outra dimensão.
Sinto apenas um chamar, em chamas.
Escuto somente, sem ouvir.
Sem entender, queimo por dentro,
Os olhos ardem, lacrimejam, em chamas. Coração arejado, não entende. (continua...)
Escrito por ...quem? às 00h36
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Há um clamor, esperança talvez, certamente, há amor.
Vida que chora, entristecida.
Não ouço, apenas queimo.
Chamo em mim a doçura, quente.
Conforta-me escutá-los.
Dizem docemente que querem isso,
Não querem aquilo.
Pedem menos, choram mais.
Como eles parecem chorar!
E queimam em mim, coração quente,
Olhos ardentes, saudade...
Dizem a falta, soam ausência, cantam o sofrer.
Será isso o que dizem?
Ponderam o passado, revivem alegrias,
Que certamente não são mais.
Sobrou o ardor, a chama...
Ouço agora, como não?
Eles me contam uma desilusão,
Algo em neve, em cinzas, apagado.
E como exalam solidão, como respiram melancolia,
Como dizem exatamente o que só meu coração pode compreender
E ouvir, e reconhecer, e arder.
Escrito por ...quem? às 22h45
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